

MADRUGADA
Quase duas horas da manhã e não consigo dormir. Ela agarrada no meu corpo. Sua respiração na minha nuca. Arrisco me desvencilhar e ela enfia sua perna por entre as minhas, pressionando meu sexo, como que a tentar aquietar meu corpo. Sua coxa, molhada, lhe faz soltar um gemido. Esfrego meu corpo no dela. Ela suspira. Quando me viro lhe deixando de braços e pernas abertas para o teto, seus olhos se abrem; leve movimento de um dos cantos dos lábios para cima, como quem a consentir a minha satisfação. Levanto-me; sento-me na poltrona e percorro teu corpo com meus olhos. Lábios secos, língua inquieta. Acendo um cigarro. Ela olha para mim. Sorri...sorriso safado quase que envergonhado. Ajeita-se na cama. Olha-me novamente. Apoia a cabeça no seu braço esquerdo e desce, lentamente, sua mão direita pelo seu corpo. Abre minhas as pernas e começa a acariciar o seu sexo. A ponta do meu cigarro começa a ficar úmida com a insistência de minha língua molhar meus lábios. Ela pára, sorri. Olha de uma forma perturbadora para mim, enfiando seu dedo nela. Consigo ver o brilho de sua sede. Apago o cigarro. Olho para ela e começo a tocar o meu sexo. Ela me olha curiosa. Vem até mim feito fêmea no cio, passando a língua no meu sexo como a querer sentir o gosto do meu desejo. Levanta-se; senta-se na outra poltrona diante da minha; uma olhando para outra. Cada uma se tocando, aumentando o tesão da outra. Paro. Sinto sede. Levanto, abro a porta, desço a escada. Escuto seus passos atrás de mim. Abro a geladeira, pego uma cerveja, vou até a pia. Ela me vira de frente para ela, me ergue até sentar-me na pia, enfiando seu dedo em mim ao mesmo tempo que sua língua invade minha boca. No meu gozo, desço da pia jogando seu corpo sobre a mesa; abro suas pernas deliciando-me com seu gozo. Rimos um pouco. Ela bebe um gole de minha cerveja. Subimos a escada; nos deitamos. O sono vem; seu corpo no meu; adormeço.
DRICA GENTILE
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