
VAMPIRA
Vai-te vampira.
Leva
a sombra do teu corpo sobre o meu.
Alma penada que assombras as noites.
És nociva como o beijo de uma cobra.
Rastejas por entre cicatrizes.
Hiena em busca de carniça.
Vai-te vampira.
À
ti rompo a barra clara do dia.
Espanto-te de meus dias.
Inverto tua sina de morte em vida.
Se
debate em tua tumba faraônica,
enquanto delicio-me em vida.
És fim.
DRICA GENTILE
© Todos os direitos reservados ao OUZAR®