
VIDA
A
vida é como um rio que se perde e se encontra,
da nascente até o mar.
Ás vezes parece desistir,
como o rio que parece estar preso entre as rochas.
Tem momentos que desvia do caminho do destino,
mas,
no fundo,
jamais perde o seu objetivo.
Parece morrer,
como os icebergs.
Ilude ao desaparecer se esvaindo em fumaça,
mas desvela-se na chuva.
Chuva em que as lágrimas se perdem...
secam no sol,
cristalizam-se na noite.
Eterno ir e vir.
Ciclo incansável entre vida e morte.
Mas o que é a morte afinal, senão o início de um novo
ciclo?
Já morri e renasci tantas vezes.
A única morte que me assusta é aquela que assombra com a finitude
do ciclo.
É o deserto que corrói,
se espalha,
rouba vidas.
Fazer brotar água por entre terra seca,
é como buscar nas entranhas a cura do risco no rosto.
Mas a gota d’água vem.
É inevitável.
A água que percorre a terra
é como o sangue que flui pelo corpo.
Se renova a cada instante.
DRICA GENTILE
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