
UM SENTIR
Navegando
por conexões incertas,
caminho pelas ruas sem rumo.
Olho em volta,
vejo meu jardim sem flores.
Paro
diante de meu lar,
não há luz,
não há cor.
Cenário de abandono.
Sento
na escada.
Em cada carro,
busco,
em vão,
alguém.
Nenhum coração pendurado,
balançando no espelho que se olha para trás.
Marcas
do passado.
Peito apertado.
Lágrima que escorre,
lambe a ferida.
Sinto
um toque no ombro.
Cocker, olhos tristes,
quem sabe a me lembrar
que ele existe,
que outros existem.
Levanto.
Corpo pesado,
alma sentida.
Tranco,
no peito o amor,
na alma lembranças.
Caminho...
Simplesmente sentindo.
DRICA GENTILE
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