TEMOR

Receio esse silêncio

que o meu coração me impõe


Que é carência do que desconheço.


Receio a suavidade que a sua voz

impregna no meu ouvido.


Receio a pergunta que seus olhos me fazem.


Gosto destes receios.


Temo que se tornem medo.


Medo de mim, que nunca temi nada

 

 

ROZZI

Rio de Janeiro/2005

 

 

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