VIOLÊNCIA ENTRE LÉSBICAS

 

Como sempre faço, coloquei um tema para discussão entre as associadas do grupo Ouzar do Yahoo. Dessa vez o tema proposto foi a violência entre as mulheres homossexuais.

Em síntese, foi discutido tipos de violência, desde brigas em bares, até a violência verbal e física entre casais homoafetivos.
A discussão surgiu por causa de uma briga em uma bar, na qual acabei me envolvendo para evitar conseqüências trágicas. Em síntese: uma guria tentou estourar uma garrafa de cerveja na cabeça de um amiga.

A questão é que algumas mulheres homossexuais parecem ter assumido uma postura típica do mundo masculino, de provocar, de bater, de xingar, de agredir, ou seja, de cometerem todos os tipos de violência.

Na violência em público, essas “mulheres” assumem papel de bicho, buscando encrenca, literalmente medindo o falo com as demais.

O mais alarmante é que algumas relações homoafetivas repetem a ocorrência de violência das relações heteroafetivas. Isso vai desde a agressão verbal, passando pelo que uma das associadas do Grupo denominou de “violência branca” (representada pela falta de respeito a individualidade da outra, pela imposição da vontade etc.), até a violência física, nos seus mais variados graus, de um tapa no rosto, até a ferimentos fatais.

De todos os tipos de violência, a violência verbal foi banalizada por completo. Parece ser quase que impossível deixar de agredir o outro verbalmente, principalmente em brigas. Algo que aprendemos a banalizar desde crianças. A gente xinga, fala um bando de coisas para ferir o outro.

Quando a agressão se torna física, aí a coisa chega a um patamar absurdo. E é impressionante a quantidade de pessoas que tenho falado que esse patamar foi alcançado.

Nunca dei um tapa na cara de alguém. Apenas uma vez, num momento que estava extremamente mal acabei dando um soco em alguém, depois de ser muito desafiada em fazê-lo. E chorei, como chorei pelo que fiz.

Mas tem gente que bate, vê o sangue escorrendo e continua na violência. Perde a noção de humanidade.

A violência tem que ser combatida em toda a sociedade mundial, independente de raça, orientação sexual, crença etc. E esse combate começa por nós mesmas. Na revisão de nossas atitudes. E nós, mulheres, tão violentadas no decorrer da história da humanidade, temos que ser as primeiras a lutar pela paz, pela ausência de violência, principalmente no âmbito doméstico.

Vamos dar um basta na violência.

Odiar não é mais fácil que amar. Basta se permitir amar e ser amado.

 

Drica Gentile

 


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