O LIMITE ENTRE O AMOR E O ÓDIO

 

 

Estava lendo uma matéria da Vange Leonel sobre formas de separação das lésbicas (publicada no Mix Brasil).

Claro que é engraçado ler, mas quando se olha para os lados e até para si mesmo, no mínimo se pensa um pouquinho como as pessoas podem ser tão absurdamente incoerentes na separação.

Ora, você mantém um relacionamento com uma pessoa durante um tempo. Trocam palavras de amor, carinho, fazem amor etc. Aí a separação vira, algumas vezes, num verdadeiro inferno, quando não chega ao absurdo do amor se transformar em ódio.

Muitas vezes as pessoas fazem uso da raiva como forma de se defender, o que Freud chamou de mecanismo de defesa. A pessoa racionaliza e passa a agredir o outro na tentativa que esse não consiga fazer com que entre em contato com seus verdadeiros sentimentos.

É claro que cada caso é um caso. Mas a raiva muitas vezes passa por esse caminho.

Agora a grande questão é: como alguém é capaz de arremessar tanto ódio, tanta raiva para o outro com quem teve uma relação, que dizia que amava etc.? É como se você quisesse ver o outro por baixo, para ter a certeza que não será feliz sem ele.

É muito louca esse tipo de atitude.

O sadio é terminar uma relação amigavelmente. Mesmo que um não queira, saber lidar com a situação de forma a manter ao menos a amizade, e existem pessoas que conseguem fazer isso, são pessoas privilegiadas que sabem que o amor, com o tempo, pode se transformar, porque amor não é só relacionamento entre duas pessoas que vão para a cama, amor é muito mais. Quando o tesão acaba, é possível sim manter a amizade.

Mas, infelizmente, nem todo mundo tem essa capacidade de ressignificar uma relação e conseguem fechar todas as portas possíveis e imagináveis.

Aí fica a dúvida se essas pessoas realmente amaram seu (sua) companheiro (a), ou até mesmo se são capazes de amar alguém.

Por mais absurdo que possa parecer, tem pessoas que não se vinculam a ninguém, não amam. E deve ser muito triste esta falta de capacidade de amar.
Quando entrarem numa relação pensem, pensem muito bem. O tesão é algo que pode acabar, mas o amor, esse, deve ser sempre preservado. Nunca façam algo que feche portas, pois a vida é como um bumerangue, conforme jogamos ele, da mesma forma irá voltar para nós.

 

Drica Gentile

 

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