VOTAR OU NÃO VOTAR EM HOMOSSEXUAIS ASSUMIDOS?


Em época de eleição, nada mais natural do que falar sobre esta conquista da cidadania, pela qual tantos lutaram.

Conquista, isto mesmo. Apesar de muitos banalizarem as eleições, omitindo-se das discussões políticas e, até mesmo, votarem apenas pelo fato do voto ser obrigatório no Brasil, é preciso rever a história, se informar e fazer uso adequado deste direito e dever de cidadão.

Não faz muito tempo que o Brasil saiu da nociva ditadura, onde direito de cidadão era apenas o que os militares achavam que não os ameaçariam.

Na década de 70 haviam dois partidos, MDB e ARENA e, é claro, o excluído e tão temido partido comunista que, segundo era espalhado pela população, comiam criancinhas, iriam tirar tudo das pessoas etc. etc.

Com a abertura política e, posteriormente, com a conquista das eleições diretas, novos partidos surgiram. Com isso, houve um tremenda mistura de políticos nos mais variados partidos, fazendo com que significativa parte da população brasileira esquecesse quem foi quem nesta longa luta pela conquista da cidadania.

Claro que nas entrelinhas do que foi dito acima, há toda uma complexidade histórica, válida de ser lida, conhecida, relembrada.

Mas no momento a discussão é sobre votar ou não votar em candidatos homossexuais assumidos.

Tenho dito que a homossexualidade não dá capacidade e nem competência para ninguém.

Nas discussões o pessoal costuma dizer que é preciso ter representatividade. Na minha concepção é preciso ter pessoas que lutem pelo respeito a diversidade humana e pelos direitos de cidadania, e isso não implica necessariamente em ser homossexual.

Para votar em alguém é preciso conhecer o seu pensamento, suas atitudes, sua forma de atuar. É preciso haver coerência entre o seu discurso e sua prática. Outro fator importante é ser coerente quanto a diretriz política, ou seja, não adianta votar numa pessoa de um determinado partido para a Prefeitura e votar numa pessoa de um partido completamente diferente para vereador. Isso porque ninguém governa sozinho, a não ser que dê um golpe de Estado.

Não adianta se deixar levar pelo impulso dos discursos no ano de eleição. Muito menos resolver, ao invés de anular o voto ao invés de escolher um candidato que tenha um histórico que vá ao encontro de seu ideal, votar no fulano ou na ciclana porque não vão ganhar mesmo. Lembre-se do que ocorreu nas últimas eleições com os candidatos Enéas e sua equipe.

Faça valer a sua cidadania. Pesquise, investigue. Vote conscientemente.

 

Drica Gentile

 

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