CÍUMES

 

 


Ciúmes?

Eu sou ciumenta?

Sou uma ciumenta assumida, mas desde que a pessoa que amo me dê motivo para sentir ciúmes.Jamais sinto ciúmes da sombra de quem amo. Sinto ciúmes se a pessoa que amo me der motivo para tal. Mas ai, tenho o hábito de dizer que, se a pessoa que está com a gente olha para outras mulheres, é porque a relação entre a gente não está bem, ou que na verdade não há amor, paixão.

Mas o que falo aqui é do ciúme que se torna posse, agressão de todos os tipos, inclusive física.

Pode-se dizer que o ciúme é algo natural quando se ama alguém. Faz parte do medo de perder quem se ama. Mas o ciúme quando chega ao patamar do controle, é aí que se deve começar a tomar cuidado, porque quando a pessoa que está com você comça a te controlar, as ações começam a se tornarem patológicas, podendo chegar a resultados muito graves, havendo casos, inclusive, de assassinato.

Andei conversando sobre o tema com amigas e no grupo de discussão do Ouzar. Há uma unanimidade com relação ao ciúmes quando a pessoa dá motivo para tal. Aí o ciúme esbarra na questão do respeito para com quem se está. Se você dá motivo é porque não ama nenhuma, nem outra.

Por amor?

Pois é, por amor já tive a experiência de permitir o ciúme afastar de mim amigos, família...Mas vale a pena?

Digo, na minha experiência, que não vale, porquê, mais uma vez retomo Vinicius de Moraes: “o amor, que seja eterno enquanto dure”. Se você permitir o controle, perderá amigos. E esses, os verdadeiros, fazem a grande diferença.

O ciúmes excessivo leva, de maneira geral, à situações constrangedoras, onde podem ocorrer agressões verbais e físicas na presença de pessoas em locais como bares, restaurantes, boates e até mesmo na rua. No âmbito doméstico, a situação tende a ser mais grave. Como disse anteriormente, podendo ocorrer até homicídio.

Além do mais, o amor verdadeiro é livre. Nele não cabe o controle; símbolo da insegurança, da baixa de auto-estima.
O amor deve construir e, no momento que o ciúme toma conta da relação, não há mais construção; apenas brigas, desconfianças e, muitas vezes, violência.

Caso você seja ciumenta ao extremo, ou conviva com alguém assim, procure ajuda um psicólogo.

Não caia no erro de achar que agressões desse tipo são normais; não justifique-se; não justifique sua namorada.

Não há amor que vale a pena tendo base a violência, o controle; isso não é amor; é posse de quem não se dá valor; questão de baixa de auto-estima.

 

Drica Gentile

 

 

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